
O sonho pode ser considerado a manifestação do inconsciente, uma forma de comunicação entre a mente consciente e as camadas mais profundas da psique. Carl Gustav Jung deixou registrado que o sonho é a expressão simbólica dos medos, traumas e anseios que estão presentes em nosso interior, mas que muitas vezes são reprimidos ou ignorados em nossa vida diária.
AS PRINCIPAIS FONTES NA FORMAÇÃO DOS SONHOS
Fatos que presenciamos durante o dia, mas passaram despercebido pela nossa consciência indo se fixar diretamente no inconsciente. Ou seja, não foram elaborados ou compreendidos conscientemente.
Outra possível fonte pode ser os acontecimentos que provocaram maior impacto na consciência, como as atividades fora da rotina, fortes emoções e as preocupações que ficaram na memória.
Pode ser produzido por uma série de impressões sensoriais noturnas, como a sede, a fome, o desejo sexual, entre outros.
A clássica teoria Freudiana sustenta que os sonhos são formados por desejos inconscientes, que são impedidos pela nossa auto censura de atingirem a consciência. Quando dormimos essa censura se afrouxa, permitindo que o conteúdo inconsciente se manifeste na consciência de forma disfarçada para não ser notado pela censura e não acordar a pessoa.
OS SONHOS NA TEORIA JUNGUIANA
Segundo Jung, os sonhos têm um papel fundamental na busca pela individuação, considerado por ele um processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Os sonhos nos mostram aquilo que não queremos ver ou admitir conscientemente, revelando aspectos de nossa personalidade que precisam ser integrados e aceitos.
Reinaldo Nunes – Psicanalista
Instagram: @reinaldonunespsi